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jim lee e a bauhaus (ou um exercício de ironia textual)


Eu tenho uma certa admiração por Jim Lee, mas não pelos motivos mais comuns. ele me lembra uma revolução nas artes e faz alusão a um momento especial do design mundial.

Entre a primeira e a segunda guerra, já quase na segunda, fundou-se a escola alemã de oficios e artes, ou algo assim, chamada BAUHAUS (que quer dizer casa de construção, ou algo assim, de novo). Apesar de ser o nome da escola, Bauhaus simboliza quadse um movimento dentro do design, alguns inclusive dizem que foi o verdadeiro berço da disciplina em âmbito mundial. Foi ali que se discutiu pela primeira vez o papel da arte no mundo fora do escopo subjetivo da mensagem poética. Foi lá que finalmente se associou o design como uma ferramenta para tranformar a qualidade artística do artesão em processo fabril de produção.
Foi o primeiro lugar onde se falou em agregar valor estético, mas também foi ali que se discutiu o significado da arte em escala industrial. A união destas visões faz da bauhaus mais que um edifício e uma instituição, na minha visão é um movimento, uma revolução na maneira de se ver o design. Fi quando se aprendeu a aplicar arte na indústria.

Aí está Jim Lee, para mim, longe de ser um gênio criativo e inovador, ele simplesmente é um excelente desenhista que aprendeu a industrializar seu processo. Influencia mór dos jovens talentos de hoje, Jim trabalha pelo mais produtivo. Desenvolveu formulas estéticas funcionais, métodos de sombreamento e aplicação muscular simples e plasticamente interessantes.
As críticas principais ao seu trabalho é o seu maior talento. Rostos sempre iguais, aquele olho escurecido, traços semelhantes onde raramente se nota uma etnia e formas identicas (O personagem só muda de rosto, ou de cabelo, ou de COR de cabelo).
Mas isso é o que ele oferece de melhor, é a industrialização da arte. É a Bauhaus ao inverso, e aplicar indústria na arte.
Ele mostra com clareza os valores dos nossos tempos, imediatismo, rapidez de informação e velocidade de produção. O que Jim Lee diz inconscientemente é: Vai chegar um momento em que não interessa mais quem desenha. No estilo Maurício de Souza. Não faz diferença quem vai fazer o trabalho porque os resultados serão os mesmos.

E sabe o que é pior, ou melhor, ou indiferente? É que isso vende em escala progressiva. Quanto mais igual(?), mais retorna as vendas... isso foi o estopim da famigerada era Image, não só a questão conceitual do bombadaço, mas a padronização textual, estética e gráfica.
No desenho ao lado, a figura do superman está maior, repare, mas imagine uma troca de uniformes, existiria diferença além de uma possível cor de cabelo?

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